Quando o amor resiste

Meus avós completaram 52 anos de casados essa semana. Meus pais, 31 anos hoje. Meu irmão e minha cunhada, 7 anos juntos. Eu e Lucas estamos indo para 5. Amor nessa família sempre foi palavra de ordem e andou de mãos dadas, como um tripé, ao lado do respeito e do companheirismo. Em tempos de relações rasas, supérfluas e instáveis, há quem não entenda como o amor pode sobreviver por tanto tempo. Mas acredite: ele resiste. Passa por fases – nem sempre boas – e vai fazendo do coração uma casa cada vez mais aconchegante.

Não tem segredo e nem receita de bolo (até porque, quem nunca queimou um?). O que tem é vontade. Vontade tanta de fazer dar certo, que relevar aquele dia difícil, esquecer aquele erro e se colocar no lugar do outro não parece ser tão sacrificante assim. Na geração em que cada um se glorifica por se importar menos com o outro, nada melhor do que espelhar em casais de dentro de casa, sem interferência de redes sociais e mentiras em trocas de likes.

Pode ser que nenhuma dessas relações dure até o fim da vida. Que os objetivos mudem e que seguir o mesmo caminho pare de fazer sentido. Mas o que quero levar para os meus filhos é que o amor é assim mesmo: você deve resistir. Levantar se quase cair. Encontrar felicidade nos dias chuvosos e nos tempos nervosos. Tentar, resgatar, reconquistar… Persistir e relembrar o que nunca te fez desistir até aqui.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s